RELÓGIO DA TORRE
A 14 de novembro de 1950, a Câmara Municipal, sob a presidência do Sr. Manoel (Maneco) dos Santos, aprovou um projeto de Lei, concedendo uma doação de Cr$ 50.000,00, para a compra do relógio a ser instalado na torre da Igreja Matriz.
O relógio da torre, desde a sua instalação, apresentou problemas, com interrupções freqüentes no seu funcionamento.
Em 1952, o Vigário da época, Padre Lourenço Cavallini fez o seguinte registro: “. . .Outro assunto delicado é a aquisição, pelo Vigário anterior, de um relógio elétrico para a torre, adquirido da firma Eijsbouts, Lips, Hasten, Holanda”.
O relógio chegou após a saída do Vigário Lamberto Verryt, já na administração do Padre Cavallini.
As dificuldades eram enormes. Tratava-se de um aparelho importado da Holanda. Os gastos com o desembaraço alfandegário, transporte do Porto de Santos e mais acessórios somavam quase Cr$ 120.000,00 e o pior de tudo é que não havia técnico habilitado para prestar assistência à parte funcional e nem peças de reposição para o aparelho,
CRUZ DA TORRE
A 23 de março de 1951, durante as solenidades da Semana Santa, foi iluminada a cruz da torre, que media cinco metros de altura.
A 15 de maio de 1951, o Vigário benzeu a cruz e em seguida iniciaram-se os trabalhos para a elevação até o topo da torre. Foi um trabalho de difícil execução, por se tratar de um objeto grande e extremamente pesado. É oportuno transcrever o registro dessa passagem, que se encontra registrada no Livro do Tombo: “ ... 15 de maio (1951). Ao meio dia, o Vigário benze a cruz e depois vão suspendendo. Ao todo mede 5 metros de altura e por isto é preciso firmá-la. Lá pelas quatro horas (da tarde), o Totó Mantese (que fabricou a cruz junto com seu filho Vicente Mantese) começa soltar foguetes lá de cima do andaime. Em baixo, foi correspondido pela multidão. Foi anunciada assim a colocação definitiva da cruz. Grande satisfação e contentamento de todo o povo”.
Em novembro de 2.000, foram feitos reparos, pintura e colocação de lâmpadas na cruz, instalada no topo da torre.
A cruz, na sua parte mais longa, mede cinco metros e pesa mais de cem quilos.
SEGUNDA VISITA PASTORAL DE D. RUY SERRA
Durante sua visita pastoral, ocorrida a 20 de julho de 1951, o Bispo D. Ruy Serra fez o seguinte pronunciamento, ao referir-se à Nova Matriz: “... Desejamos externar o nosso louvor e o nosso entusiasmo pelo carinho com que o Pe. Lamberto está dirigindo a continuação das obras da Matriz e fazemos votos para que, até o final das obras, tudo seja presidido com o mesmo gosto artístico, sobriedade e espírito litúrgico como tem sido até o presente” .
FIM DO PAROQUIATO DO PE. LAMBERTO VERRYT E POSSE DO NOVO VIGÁRIO CÔNEGO LOURENÇO CAVALINI
A 9 de dezembro de 1951, deixou a Paróquia o Vigário Pe. Lamberto Verryt e assumiu os destinos (da Paróquia) o Cônego Lourenço Cavallini, que introduziu uma nova dinâmica na história da nossa Matriz.
PARALIZAÇÃO DAS OBRAS DA MATRIZ
Durante o ano de 1952, ocorreu a paralisação nos trabalhos de construção da Matriz, conforme registro no Livro do Tombo, feito pelo Vigário Pe. Cavalini: “... 21 de outubro (1952) – retorno dos pedreiros – após uns meses de espera, voltaram os pedreiros a trabalhar na Igreja Matriz. Não havia ninguém para orientar os operários. Tudo era feito a esmo com evidente detrimento para tão suntuoso templo. A planta desapareceu misteriosamente. Por isso foram suspensas as obras pelo Vigário, há meses. Só depois de fazer voltar o construtor Sr. Ricardo de Lucca à direção, foi dada a ordem de continuação”.
ALTAR-MOR E NOVOS BANCOS
Em 12 de outubro de 1953, ocorreu a inauguração do Altar-mor e a colocação dos novos bancos da Matriz, no total de 55 peças.
PRIMEIRA ROMARIA AO SANTUÁRIO DE NOSSA SENHORA APARECIDA
A 26 de julho de 1954, realizou-se a primeira romaria ao Santuário, na cidade de Aparecida, onde participaram mais de 130 romeiros de nossa cidade. Além da fé dos romeiros e as bênçãos recebidas, um fato mereceu a atenção dos fiéis: os romeiros foram recebidos pelo Vigário da Paróquia de Nossa Senhora daquela cidade, Pe. Antão Jorge, que havia sido Vigário de nossa Paróquia pelos idos de 1923, quando comprou o quarteirão onde foi erguida a nossa Matriz. Pe. Antão estava completando, naquela oportunidade, 50 anos de sacerdócio.









