Aviões
CRÔNICAS 00020
Rib.Preto, 01/10/09
Em 05 de Julho de 1928 chegava em Natal, no Rio Grande do Norte, em um avião monomotor Savóia Marchetti, a dupla de pilotos italianos Carlo Del Prete e Arturo Ferrarini, os primeiros a realizarem a travessia do Atlântico Sul, em um raid sem escala, entre a Europa e a América do Sul, vôo esse que durou mais de cinqüenta horas, e dentro das precárias condições técnicas, embora naquela época a aviação italiana era uma das mais bem equipadas do mundo, e essa façanha foi um sonho do Benito Mussolini, que após consolidar a unificação, transformou a Itália em uma das potencias mundiais; a dupla de pilotos foi recebida em Natal como verdadeiros heróis, pois era uma façanha sem precedentes, e um ato de coragem e bravura, pois o avião não tinha nenhuma tecnologia para enfrentar uma rota tão difícil e perigosa, inclusive é a mesma onde recentemente um avião da Air France desapareceu, apesar de ser uma aeronave das mais modernas. A rota inicial previa um pouso em Recife, entretanto, em razões das turbulências metereológicas, a vôo terminou na Praia do Toro, na cidade de Natal, inclusive os pilotos foram recebidos pelas autoridades locais, e houve grandes festas em regozijo pela aventura.
Em l de Janeiro de 1931 chegou a Natal o navio italiano Lonzerato Moliccelli, trazendo um presente de Benito Mussolini, para a cidade, em agradecimento à acolhida que os aviadores tinham recebido, que era uma coluna de mármore cinza, encimada por um capitel jônica, de cerca de 2,50 mts. de altura, que havia pertencido ao templo romano, dedicado a Júpiter, situado no Monte Capitólio, e por isso denominada Coluna Capitolina, que se encontra hoje no Museu Histórico e Geográfico de Natal.
No dia 6 de janeiro chegou em Natal uma esquadrilha de dez aviões, comandados pelo General Ítalo Balbo, para a entrega oficial da Coluna às autoridades brasileiras, e após fizeram uma visita a varias cidades do sul, até a Argentina, pois em razão da grande colônia italiana na região, Mussolini pretendia fazer propaganda do regime fascista, do qual era líder, e sem duvida, tinha muitos simpatizantes. Fazia parte dessa Esquadrilha, um Grupo, denominado “I tre Sorci Verde” (Os três ratos Verdes), do qual faziam parte, além de Ítalo Balbo, Bruno Mussolini, filho do Duce, (que morreu em combate aéreo na Segunda Grande Guerra) e o Conde Ciano, casado com Eda Mussolini, filha do líder.
Como se pode ver, a aviação italiana tinha um grande apelo, especialmente entre a colônia , e com destaque para meu pai, que fizera a Primeira Grande Guerra, de
..................si non e vero e benne trovatto.
Glauco Costantini









