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Logo no início do século, veio a energia elétrica e com ela os bondes elétricos, as fábricas. Até 1900, a economia do País era eminentemente agrícola. Com a chegada da energia elétrica, começam a surgir as primeiras indústrias. Portanto, 1900 é o marco inicial da industrialização. A Capital do Estado de São Paulo teve um surto de progresso fantástico. No início do século surge o cinema, a fotografia, o avião. Em 1900, a população do Brasil era de pouco mais de 17 milhões de habitantes, dos quais quase 70% viviam no campo.
CAFÉ EM CRISE O Brasil era o maior produtor de café do mundo. Desde o fim do século passado, a superprodução ameaçava a cafeicultura nacional. Em 1901, o Brasil produziu 16,2 milhões de sacas, que representava 82% da produção mundial. O Presidente da República era Campos Sales, eleito em 1898. Em 1902, é eleito Rodrigues Alves. Já no governo de Campos Sales, o café entra em crise e com ele os fazendeiros, os Estados e o País, pois esse produto era o sustentáculo da jovem República. A cotação internacional do café caia constantemente, enquanto a produção aumentava. Desde o ano de 1893, os preços internacionais do café vinham caindo. Mas, essa queda não era sentida pelos produtores nacionais, visto que era compensada pela desvalorização da nossa moeda, o mil réis. Os cafeicultores recebiam menos em libras esterlinas ou francos, mas o montante de suas rendas em moeda nacional não se alterava substancialmente. Com a adoção de uma política econômico-financeira rígida de combate à inflação, colocada em prática pelo governo de Campos Sales, os preços internos do café despencaram, criando sérios problemas aos produtores. A situação se agravou, a ponto de o governo ser obrigado a decretar o Estado de Sítio, para poder controla-la . Essa medida terminou em 1905.
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