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Sobre a Loja Maçônica, transcrevemos trecho que se encontra no livro “Cem Anos de Tradição”, de autoria de Luiz Carlos Beduschi: “Trinta anos depois da formalização do ato de doação das terras que constituiram o Patrimônio de São Sebastião dos Coqueiros (1.868) e seis anos após a promulgação da Lei Estadual que criou o Município de Ribeirãozinho, Taquaritinga assistiu à implantação daquela que hoje é a mais antiga entidade civil que a comunidade conhece e que permaneceu em plena atividade desde sua fundação até os dias presentes. Para caracterizar os procedimentos adotados com vistas à fundação da Loja Maçônica “Líbero Badaró”, se fará uso de dados contidos no artigo publicado por PASTORE (1998) no jornal “O Mirante”. Corria o ano de 1898, Ribeirãozinho se emancipara política e administrativamente de Jaboticabal. Guiados por uma boa estrela, reuniram-se nesta cidade, alguns idealistas e cheios de fé e de esperança, tendo em mira o bem-estar da humanidade, procuraram fundar uma Loja Maçônica. Numa segunda feira, 9 de maio, em caráter sigiloso, circulou uma convocação convidando os maçons residentes na Vila para uma reunião no Sábado seguinte, às sete e meia horas da tarde, na residência de Guilherme Funari, para tratar da fundação de uma Loja Maçônica. Na data marcada, 14 de maio de 1898, ali estavam reunidos ouvindo as explanações do Dr. Carlos Rosso, resolutos a fundarem uma Loja Maçônica na Vila de Ribeirãozinho. Depois de um mês, a 14 de junho de 1898, escolhem para patrono a figura de Líbero Badaró e elegem a Primeira Diretoria: Venerável, Carlos Rosso; Primeiro Vigilante, Giacomino Pagliuso; Segundo Vigilante, Guilherme Funari; Orador, Josino da Silveira; Secretário, Aurélio de Alvarenga; Tesoureiro, Domingos Carnovale; Cobridor, Fidele Curti. A partir de 1º de agosto começaram a se reunir regularmente e o seu funcionamento, em caráter provisório, durou até 30 de setembro de 1898. Em 1º de outubro de 1898, foi reconhecida pelo Grande Oriente do Brasil, passando a trabalhar ao lado de suas co-irmãs, para a consecução das justas aspirações humanas de liberdade e bem-estar. Não foi fácil a esses maçons: Guilherme Funari, Aurélio de Alvarenga, Carlos Rosso, Giacomino Pagliuso, Miguel Nucci, Fidele Curti, Josino da Silveira, Vicente Pagliuso, Francisco Funari, Hyppolito Fortino, Gabriele Aiello, José Francisco de Lucca, Pedro Monteiro, Manoel Luiz Duarte, Gustavo Augusto de Moraes, Francisco de Paula Ferreira do Nascimento, Joaquim Ribeiro do Val Júnior e Domingos Carnovale, pioneiros do progresso, a realização do que imaginavam”.
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