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Vamos retroagir à década de 1860 e tentar recompor alguns aspectos do Brasil daquela época. Estávamos em pleno Segundo Reinado que era exercido por D. Pedro II. Portanto, estávamos em pleno Império. Como regime de trabalho, predominava a escravidão, isto é, o trabalho escravo. Mas, a escravidão começava a sofrer sérios abalos. Pouco antes, em 1850, ocorreu a primeira vitória contra a escravidão, com a Lei Euzébio de Queiroz (4 de setembro de 1850) que proibiu o tráfico negreiro, complementada pela Lei de Nabuco de Araújo, que estabelecia severas punições para os contrabandistas de escravos. Foi, também, uma fase marcada pelo crescimento econômico, com ascensão da lavoura cafeeira, a construção de estradas de ferro, a fundação de empresas industriais, bancos, companhias de navegação, que deu origem ao crescimento de camadas sociais novas, provenientes dessas atividades. Mas, esse período foi marcado pela Guerra do Paraguai (1864/1870), em que o Brasil, Argentina e Uruguai se aliaram, formando a Tríplice Aliança e lutaram contra a autonomia econômica e política da ditadura paraguaia, comandada por Francisco Solano Lopes. A par desse desenvolvimento, o Império começava a ser minado por várias crises que acabaram o enfraquecendo. A escravidão sofria profundas pressões. Avançando um pouco no tempo, em 1871, foi aprovada pelo Congresso a Lei do Ventre Livre, que libertava os filhos de mulheres escravas, nascidos daquela data em diante. Mas, paralelamente à crise político-administrativa do Império, o Brasil se expandia, principalmente a parte leste do País, através da crescente cultura do café, ocupando novos espaços. Um dos propulsores do progresso do Brasil, do Estado de São Paulo e por extensão, da nossa região foi, sem dúvida a cultura do café, conhecido por “ouro negro” ou “ouro verde”. Em 1860, a lavoura do café já estava consolidada no Estado de São Paulo. Já a partir dos anos 60, o café se extendia por Piracicaba, Limeira, Rio Claro, Tietê. A cana de açúcar estava sendo substituída pelo café. Em 1860, o Estado do Rio de Janeiro produzia 78% do café brasileiro. São Paulo estava em segundo lugar, com apenas 12%, sendo que três quartos desse café saía do Vale do Paraíba, que se encontrava no auge. Mas, os fazendeiros do Vale não se preocupavam com o progresso. Eram aristocratas e conservadores; gostavam de mamar nas tetas da Corte. Já os fazendeiros do oeste paulista eram dinâmicos. Viviam enfiados no mato, desbravando florestas, plantando café.
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