NOSSA TAQUARITINGA
A Passagem de Visconde de Taunay pela Nossa Região
          Mas, a nossa cidade está ligada à Guerra do Paraguai por um outro acontecimento
pouco divulgado e remonta ao ano de 1867, mais precisamente nos dias 21, 22 e 23 de julho
daquele ano.
          Portanto, essa passagem histórica ocorreu antes da doação das terras de São
Sebastião dos Coqueiros, que ocorreu a 8 de junho de 1868. O termo de doação das terras se
constitui na certidão de nascimento de nossa cidade.
          O que teria acontecido naquela data, isto é, em julho de 1867?
          Certamente, leitor, você já ouviu falar da Família dos “Capa Preta” e quando
estudou história e literatura, sobre a figura do escritor Visconde de Taunay.
          E qual o vínculo entre “Capa Preta” e Visconde de Taunay?
          A Família dos “Capa Preta” talvez seja a primeira família que se instalou em nossa
região e que até nossos dias, ainda aqui residem seus descendentes. Trata-se da Família
Castilho que, certamente, se constitui no clã mais antigo da nossa cidade.
          E o que aconteceu com o Visconde de Taunay ?  Alfredo d’Escragnolle Taunay, que
ficou conhecido pelo título honorífico de Visconde de Taunay era engenheiro militar e oficial
do Exército. Fez a campanha do Paraguai, integrando a coluna que combateu em terras
paraguaias e foi o encarregado do “Diário do Exército”, isto é, registrando toda a
movimentação das tropas, na frente de batalha, relatando ao Ministro da Guerra os
acontecimentos que eram a razão da sua viagem. É de sua autoria o episódio da Guerra,
conhecido por “A Retirada da Laguna”.
          Quando um grupo de combatentes retornava dos campos de batalha, Taunay registra sob
a forma de diário, todas as passagens da viagem de retorno.
          A comitiva partiu a cavalo das margens do rio Aquidauana, em junho de 1867,
atravessando os territórios de Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, até Jundiaí, onde
embarcou para Santos, por trem e, em seguida, por via marítima, até o Rio de Janeiro, sede do
Reino.
          O diário relata o que ocorreu de 17 de junho até 1º de agosto. Portanto, essa
viagem de retorno perdurou, nada menos que, 45 dias.
          Esse registro escrito, certamente, se constitui na referência mais longínqua que
temos de nossa cidade – de nossa região. Essa passagem histórica encontra-se na coletânea
de relatos de autoria do imortal Visconde de Taunay, o qual, na sua viagem de regresso dos
sertões de Mato Grosso à Corte Imperial, após a epopéia militar da Retirada da Laguna, passou
por nossa região com sua comitiva.
          A passagem da comitiva pela nossa região ocorreu precisamente nos dias 21, 22 e 23
de julho de 1867.
          Por se tratar de um relato histórico, tomamos a liberdade de reproduzi-lo, na
íntegra, como está registrado no livro “Céus e Terras do Brasil”, - autor Visconde de Taunay
– 9ª edição – 1948 – Edições Melhoramentos – sob o título “Viagem de regresso de Mato
Grosso à Côrte” – pag. 108 e 109:

          Dia 21
          Sempre pela mata e caminho regular, plano e seco, com tempo muito melhorado,
chegamos com duas léguas ao João Quirino, e daí a duas novas léguas ao Manoel Francisco,
cuja mulher nos recebeu com amabilidade, bem que suas proporções teratológicas
(deformações ou monstruosidades orgânicas) e barbas bastante pronunciadas lhe dessem
aspecto algum tanto feroz. Estava só em casa com duas lindas filhinhas e o marido de viagem
a negócios, ficando todo o serviço de casa e roça cargo daquele virago, que nos deu de
boamente farinha de milho com leite e o biscoito mais saboroso do interior, a brevidade,
espécie de pão-de-ló. Sobre tarde fizemos ainda outras duas léguas , pousando na Tapera,
debaixo da coberta de um rancho abandonado, onde tivemos que curtir frio intensíssimo e uma
noite desagradabilíssima.

          Dia  22
          Da Tapera começa a parte mais suja e abandonada da estrada, prenúncio da fazenda
mais importante de toda aquela zona, cujo possuidor, porém, é dotado de um espírito tão
avarento e descuidado em negócios de limpeza, que seu nome é símbolo de nenhum asseio e
de brutalidade. Durante três léguas, tivemos quase que romper mato fechado desviando-nos de
imensos troncos, desvencilhando tapumes de ramos, atendendo ao chapéu, ao animal, aos
espinhos e praguejando contra tanto desleixo da parte do morador e dos viajantes menos
apressados do que nós. Afinal saímos em descampado, que fôra aberto numa superfície de
quase duas léguas e plantado de grama, em que algumas árvores respeitadas pelo machado
por causa de sua pujança e tamanho projetavam a comprida sombra. Numerosos rebanhos de
éguas e poldrinhos pampas pastavam, assim como algum gado. Estávamos em terras de José
Francisco, cognominado o “Capa Preta”. A casa deste homem é uma baiúca indescritível: baixa,
em ruínas, costuma reunir em seu asqueroso bôjo, cães, porcos, gatos, peles a secarem,
outras apodrecendo, e todos os maus cheiros que podem ofender um olfato delicado. Ainda
mais, um tremendo lameiro ao limiar da porta, se estende numas quatro braças ao redor, e
nele se revolvem capados e leitões; ao lado de tal chiqueiro fica um curral igualmente
nojento, comparável ao do rei Augias. . . . Bramavam aí, dia e noite, bezerros fazendo
berraria insuportável, e quando um deles morria jogava-se aos porcos, que na imunda luta
para devorá-lo atiravam lama por cima do telhado, como o presenciou um companheiro nosso.
          Capa Preta não estava na sua “confortável” habitação; fora com uma vara de porcos
viajar até as cidades mais chegadas de São Paulo, deixando-a com certeza de que ninguém se
lembraria de lá pousar e usar de seus cômodos.
          Seguimos com efeito, sem parar, duas e meia léguas até o Ribeirão dos Porcos, que,
apesar de cheio, passamos em péssima pinguela e fomos, uma e meia légua adiante, pousar
n’Água Limpa junto a uma pobre casinha, rodeada, porém, de lindo pomar e cujas vizinhanças
contrastavam de todo com o notável descuido do famigerado Capa Preta. Os campestres vão
sendo mais freqüentes: a mataria já não é tão basta. A estrada continua muito própria para
ser melhorada com facilidade.

          Dia 23
          Transposta uma légua de mata, chegamos à casa de um pobre morador; e uma e meia
légua adiante à fazendola de Francisco o Emboaba, ou o português. Recomeça a floresta
avultando em número e beleza as jabuticabeiras por mais de légua e um quarto; e de longe,
ganhando-se o descampado, avista-se a casa do capitão Almeida, que, contra o costume geral
de edificar nas baixadas junto a córregos, construíra no alto uma morada agradável, que uma
facílima canalização abastecia de água excelente. A vista que aquele bondoso e avelhantado
homem tem perenemente diante de si é linda e ao mesmo tempo, como todas as paisagens do
sertão, melancólica, quase contristadora. As gradações de cor que tomam os campos até o azul
diluído e vaporoso produzem uma impressão funda, como que de desgosto e desapego à terra,
que só conhece quem a sentiu. Sentimo-la ainda aí, entretanto como por protesto fizemos bom
acolhimento ao almoço que nos trouxeram, e com alento novo fomos pousar a uma légua do
Almeida no Matão, em casa de João Rodrigues, que se dedica ao cultivo do tabaco e à fatura
de rolos de fumo. O embriagante aroma apressou o fecharem-se as pálpebras, retendo-nos no
sono mais do que desejáramos.”
          A narrativa continua descrevendo a passagem da comitiva por São Bento de Araraquara
(dia 24), São Carlos (dia 25), Rio Claro (dia 26), Limeira (dia 27), Campinas (dia 28),
Jundiaí (dia 29), São Paulo (dia 30), Santos (dia 31) e 1º de agosto (Rio de Janeiro).
 
          Sobre o mesmo assunto, através de nossas pesquisas, localizamos um trabalho
publicado no jornal “Diário de São Paulo”, edição de 4-6-1950, sob o título “Capa Preta” pode
ser situado na história como um dos batedores preciosos do sertão paulista”. (o termo
batedores é empregado no sentido de explorador do sertão; que chegou primeiro nas regiões
ainda não exploradas).
          Esse trabalho literário, sob a forma de uma reportagem, foi aprovado pela seleção
do concurso “Reportagens do Interior”, cujo autor é identificado pelo pseudônimo de “Eureka”.
Esse concurso foi patrocinado pelo jornal acima citado.
          Não conseguimos identificar o autor desse trabalho. Mas, pela leitura atenta do
texto, deduzimos que, pelo estilo literário e pelos detalhes, deduzimos que essa crônica
tenha sido escrita por Dr. Horácio Ramalho.  Mas, humildemente, gostaríamos que, se o leitor
tiver alguma informação sobre o autor dessa reportagem, apreciaríamos que nos seja
encaminhada, a fim de fazermos o devido registro.
          Transcrevemos trechos dessa reportagem, que complementam os registros sobre a
passagem de Visconde de Taunay por nossa região, relatada no início destes registros.

          “CAPA PRETA” PODE SER SITUADO NA HISTÓRIA COMO UM DOS BATEDORES
PRECIOSOS DO SERTÃO PAULISTA
          Pormenores que esclarecem a figura mencionada pelo Visconde de Taunay
          (Trabalho aprovado pela comissão de seleção do concurso “Reportagens do Interior”)
          Jornal “Diário de São Paulo”, edição de 4-6-1950
          “Visconde de Taunay e sua comitiva partiram das margens do Aquidauana, em julho de
1867, travessando os territórios de Mato Grosso, Minas e São Paulo até Jundiaí, onde
embarcaram para Santos e, em seguida, por via marítima, até o Rio de Janeiro.
          O que nos interessa é a sua travessia pelo chamado “Sertão de Araraquara”. A nossa
reportagem visa localizar os acidentes geográficos e a velha estrada expressamente
mencionados em “Viagens de Outrora”, objetivando o grande itinerário, mas dentro do nosso
município e comarca, apenas. E aqui focalizar e destacar a celebrada e singular personagem do
quase lendário “Capa Preta”.
          Donde lhe viera o epíteto quando se chamava José Francisco de Castilho?
          De pouca ou nenhuma higiene de sua habitação, de sua falta de asseio pessoal?
          Nada disso.  O historiador equivocou-se.
          José Francisco cognominou-se “Capa Preta” por motivo bem simples. Sua mãe, Maria
Lúcia, portuguesa, dotada de rara coragem, enviuvando-se no Estado do Rio, onde fora ama de
leite de Pedro II, obteve de S. majestade a Sesmaria das terras locais e ela mesma
pessoalmente aventurou-se efetuar dentro do ínvio sertão de outrora a posse respectiva.
          Diz a tradição oral dos antigos (e o ouvi inclusive de minha própria mãe), que
usava ela nessas entradas de então, capa de cor preta em suas viagens a cavalo, com o filho
menor ao colo, (José Francisco) ou, como querem outros, de carro de boi, em cargueiros, indo
e vindo para os povoados de São Carlos e Rio Claro.
          Consta que empreendia viagens até o Rio, com escravos de sua confiança e que a
viagem era tão demorada que se alimentavam entre outras coisas dos pequenos frangos
nascidos e criados durante a caminhada.
          A indumentária pouco usada no sertão, era estranhável, mas devia ser mais conhecida
no Rio de onde originariamente provinha ou talvez fosse objeto de algum presente da Corte em
que servira.
          O certo é que “Capa Preta” ficou designando doravante toda a família Castilho que,
de resto, não se compunha de valentões ou bravateiros, mas de genuínos sertanistas, gente de
boa índole e até mesmo não poucas vezes explorados na sua boa fé e ignorância.
          Os mais antigos títulos de domínio de grande área da comarca de Taquaritinga, vem
das “Legítimas dos Castilhos ou Capa Preta”. Foram os Castilhos os primitivos donos das
grandes fazendas “Lambary” e “Mato Grosso” no sertão de São José do Rio Preto.
          Dos descendentes do velho José Francisco o mais conhecido aqui é João Francisco de
Castilho, latifundiário, pai de numerosa descendência em cuja sede, também, assobradada
reinava uma certa desorganização na fartura dos imensos rebanhos, mangueirões, paióis e
chiqueiros; neste particular herdou o filho a pouca ordem paterna, se bem que naqueles tempos
e naqueles ermos à mingua de meios de progresso, isso não fosse de estranhar.
          Conta-se dele ter sido jurado na então Comarca de Jaboticabal e que recusado pelo
seu modestíssimo aspecto exterior, a ausência da gravata, vingou-se, mandando vestir com
esmero um peão de sua confiança, enviando-o todo aprumado em seu lugar para serviço
público relevante com um seu recado de que, se não era do jurado João Francisco que
precisavam, que se servissem então do empregado janota. . . .
          Alguns moradores do Ribeirãozinho ( denominação anterior de Taquaritinga), em
visita a ele, convidaram-no ou lhe perguntaram, certa vez, quando iria à cidade. Respondeu
João Francisco que iria mais tarde.
          Acontece, no entanto, aos visitantes admirados que durante o percurso e nas
imediações da cidade ia-lhes à frente o João Francisco de Castilho que haviam deixado
sossegadamente em sua fazenda . . .
          É que a ignorância generalizada atribuía-lhe a lenda de ubiqüidade e ultra
psiquismo devido, talvez, ao seu perfeitíssimo conhecimento das picadas , atalhos e trilhos
de toda a região.

          DESLEIXO  DE  “CAPA PRETA”
          O primeiro Capa Preta usava cavanhaque, era homem de baixa estatura e terminou os
seus dias velhinho, em companhia de seu filho João Francisco, à beira do mesmo Ribeirão dos
Porcos que Taunay conta ter atravessado em direção à Água Limpa.  Meu pai e o sr. Alfredo
Prata, antigos moradores de Taquaritinga o conheceram pessoalmente.
E este último conheceu também a “Barbuda”, que outra não podia ser senão a mulher de Manoel
Francisco, amável anfitriã da comitiva Taunay mas “de aspecto algum tanto feroz porque
possuía barbas pronunciadas”. Mariana (o seu nome) era irmã de Capa Preta e esposa de
Manoel Francisco “dos Passos”. Daí a vizinhança de suas glebas. Vale ressaltar que o bairro
onde o historiador “saboreou o melhor biscoito do interior – a brevidade”, até hoje leva a
denominação de “Barbuda”, sem que quase ninguém saiba o porquê. Recolhemos de viva vós
dos diversos descendentes de José Francisco e entre eles alguns elementos de nossa
sociedade, valiosos informes sobre o local de sua antiga moradia, episódios de sua vida bem
como sobre alguns objetos de seu uso pessoal, construídos na oficina de sua “ferraria”.
Conseguimos sobretudo a sua própria fotografia, rara e preciosíssima, o que consideramos
um autêntico furo jornalístico e esperamos, outrossim, obter a doação dela e de alguns outros
objetos para o Museu do Ipiranga.
          Localizamos não sem bastante esforço, o local por onde teria passado Taunay dentro
da pioneira e antiquíssima posse do Capa Preta, cobertos já por densa vegetação os esteios
de rija aroeira.
          Visitamos o “sobrado” posteriormente construído pelo sertanista para sua moradia,
suntuosa para o tempo, onde organizou “ferraria e serraria”.
Não seria pois homem assim tão desleixado como frisou o grande historiador . . .
          Evocamos emocionados à beira do Ribeirão dos Porcos, no local da passagem de
Taunay, os enormes sacrifícios da Retirada de Laguna e a longa viagem de volta do jovem
engenheiro militar que teria sido mais longa ainda não fora a fibra do vetusto abridor destes
sertões – o Capa Preta.
          Soubemos que a designação “dos Porcos” do Ribeirão histórico se originou da
intensiva criação de suínos a que se dedicava o José Francisco.
          Fazia comumente de Rio Claro seu mercado, levando porcos e trazendo sal, de retorno.
          Corre boca o episódio seguinte:  ali chegado quedou-se, certo dia, observando a
construção de um grande prédio.  Inquiriu os empreiteiros e pedreiros sobre o preço da obra.
Motejara (gracejara) dele, sertanejo mal ajambrado, supondo-o muito pobre e lhe responderam
que a quantia era elevadíssima. Seria preciso ao modesto viajante vender-se a si mesmo e aos
seus bois, etc. para poder adquirir o referido prédio. Retrucou, no entanto, o velho Capa
Preta, agastado que compraria se o quisesse, a obra e juntamente também os seus
empreiteiros e respectivos empregados . . .

          SERTANEJOS
          No decorrer dos nosso trabalhos verificamos que era agudo o “faro geográfico” dos
nossos caboclos ao furar “picadões” e estradas, como no caso presente em que a via sertaneja
palmilhada pelo autor de “Céus e Terras do Brasil” segue o mesmo eixo de rodovia pública
estadual São José do Rio Preto – São Carlos, modernamente construída sob estudo e
orientação de capacitados engenheiros, obviamente munidos de instrumentação técnica
aperfeiçoadíssima. (Refere-se à atual Rodovia “Washington Luiz”.
          E as compridas e profundas valetas ou valos (corruptela de vales, aureolados hoje
da melancolia do abandono) com os quais se demarcavam as glebas na falta das atuais cercas
de arame divisórias, são atestados flagrantes que “sertanejo é mesmo um forte”, segundo
Euclides.”

          MAPA DA REGIÃO
          Ilustrando a reportagem, acompanham dois mapas, para demonstrar a coincidência do
traçado palmilhado por “Capa Preta” e o escolhido pelo Governo Estadual para a construção da
Rodovia Washington Luiz. Esse mapa está “assinado” por L.L.V.J. Conversando com o Sr.
Enedino Silveira, na nossa intimidade conhecido por “Nino Bié”, nos esclareceu que se
tratava de um agrimensor prático cujo nome era Luiz Lemos do Val Júnior.
          Esclareceu-nos ainda Seo Nino Bié que as terras onde moravam os Capa Preta
envolviam o Corrego do Tanque, Corrego da Areia, Corrego São João e muitos outros. Essas
terras estendiam-se desde Tapinas, Barra Mansa, Cafundó, Agulha.
          O Capa Preta tinha uma serraria, movimentada pelas águas do Corrego Barra Mansa.
Atualmente, as terras que pertenciam aos Capa Preta pertencem às famílias Canova, Stefano,
Lúcio, Falavina, Fioravante e tantos outros.
          Quanto à figura da “Barbuda”, Seo Nino Bié esclareceu-me que era irmã do Capa Preta
João Francisco Castilho, que é mãe do Sinhô Porto, do Lulu Porto. O Bairro onde morava a
Barbuda ficava próximo da propriedade dos Capa Preta.