NOSSA TAQUARITINGA
O sal e o Ferro
O  SAL  E  O  FERRO

          Os únicos produtos que necessitavam e que não eram produzidos na própria fazenda
eram o sal e o ferro, este utilizado nas ferrarias para fazer alguns utensílios e ferramentas.
          O sal se constituía num produto indispensável para a economia da região.  Em todas
as propriedades havia a criação de gado bovino, de onde era extraído o leite , a carne e o
couro.
          A carne era transformada em charque, isto é, envolvida no sal e exposta ao sol,
transformando-se em “carne seca” que permitia sua conservação por um período longo.
          Já o couro, após um processo rudimentar de curtimento, era utilizado para o fabrico
de arreios, selas, botas, botinas e tantos outros utensílios domésticos.
                 
          No final do século XIX e início do século XX, a nossa cidade já se destacava pelas
extensas culturas de café e aberturas de novas fazendas na região.
          Mas, a consolidação econômica se deu com a chegada dos trilhos da estrada de ferro
e com a inauguração oficial da estação ferroviária, que ocorreu a 7 de dezembro de 1901.
          A estrada de ferro, sem dúvida, foi o marco consolidador  do progresso de nossa
cidade. A partir da instalação da estrada de ferro, consolidou-se a formação de novas
fazendas, com a cultura do café, na região.
          Foi a partir da chegada dos trilhos que se consolidou e se tornou um prospero lugar.
          Diversos capitalistas transferiram residência para a nossa cidade e região, abrindo
fazendas, instalando máquinas de beneficiar café e outros cereais, escritórios de
representação de casas comerciais, compradoras de café das praças de Santos e São Paulo,
cujo produto era destinado à exportação.
          Mas, foi entre os anos de 1910 a 1929 que alcançou seu auge de crescimento e
desenvolvimento.
          As décadas de 1910, 1920 até 1930 se constituíram no apogeu do café, em nossa
região, quando, anualmente, em nossa estação ferroviária embarcavam  milhares de sacas de
café, em trens especialmente fretados, com destino ao Porto de Santos, adquiridas pelas
Comissárias paulistas e santistas.
          Na época dos embarques, veículos de todas as espécies – carros de boi, carroções,
carroças e caminhões – se acumulavam nas proximidades da estação ferroviária, transportando
as sacarias contendo o produto, que eram depositadas nos armazéns ou embarcadas
diretamente nos vagões dos trens fretados.
          Esse ciclo de grande crescimento se estendeu até o final da década de 1920.